Pesquisando na internet sobre a distância entre educadores e educandos na EaD, encontrei um artigo que me chamou muito a atenção. O título é: Ambiente EaD: a relação professor-aluno.
De uma forma reflexiva e questionadora, Carlos Alberto Máximo Pimenta, Sílvia Angélica de Souza, Aline Prince Junqueira, Giovanni Horácio Guimarães discutiram a questão, a partir da análise de um curso oferecido pela Universidade Aberta do Brasil, pela Plataforma Teleduc.
Entre várias afirmações que fizeram, destaco duas:
“O professor-tutor é chamado, no campo do fazer aprender, a contribuir para que o aluno compreenda os caminhos da autoaprendizagem ou da autonomia que a aprendizagem deve proporcionar. Este deve estar sempre presente, o que vai demandar muito tempo e disciplina, e pesquisar novas dinâmicas e formas de ensino utilizando as ferramentas virtuais”.
“Este papel está por se desenhar e ser escrito por muitas mãos e esse exercício começa dentro do próprio universo tecnológico do ensino a distância, ou seja: vencer o preconceito com respeito ao ensino à distância; conviver com as precariedades da internet na maioria das cidades brasileiras; conviver com a dificuldade na conciliação de outros afazeres com as tarefas diárias do EAD; converter a proposta pedagógica para a prática do ensino”
Concordo plenamente que o desempenho do professor-tutor ainda está longe de ser o ideal em virtude dos aspectos apontados. Mas, não posso deixar de ressaltar que a construção da identidade desse “novo profissional da educação e do ensino”, bem como a definição do seu lugar nas equipes de trabalho da EaD se constituem condição sine qua non para que esse “desenho” se transforme em uma bela obra de arte!
O artigo citado encontra- se disponível em:
Nenhum comentário:
Postar um comentário