Sou professora. Escolhi o magistério como profissão de forma consciente.
Eu sabia, desde o início, que não ficaria rica lecionando. Sabia que trabalharia muito e que nem sempre seria compreendida.
Eu também sabia que nem sempre, ou, na maioria das vezes, meu empenho, amor e dedicação
a educação e ao ensino seriam reconhecidos.
Eu sabia que teria que plantar sementes e facunda-las, estimulando a vontade de
saber mais, a partir das dúvidas, dos desafios.
Amo viver a experiência de compartilhar saberes, de dúvidar das
“verdades estabelecidas”, de ter vontade de saber mais sobre as coisas e as pessoas.
Amo me sentir
incomodada e inconformada com as formas de ser e estar no mundo.
Amo me sentir
inquieta pela vontade de obter e construir novas e provisórias respostas para
as coisas que me incomodam, pelas coisas dos inconformados.
Amo ver aqueles que compartilham e que compartilharam comigo
o desafio de aprender a ser professor sendo, experimentando, se incomondando e se apaixonando,
cada vez mais, pela aventura e ousadia de viver e construir o novo mundo novo.
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